quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

POLÍTICA - Lewandowski entrega a Lula carta de demissão e deixará o Ministério da Justiça nesta quinta.


O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, entregou ao presidente Lula nesta quinta-feira (8) a carta de saída do comando do Ministérios da Justiça e Segurança Pública.

Ele assumiu o cargo em fevereiro de 2024, após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF). Lewandowski deixará a pasta nesta quinta. A demissão deve ser publicada no "Diário Oficial da União" desta sexta (9). A TV Globo apurou que Lewandowski comunicou a auxiliares no início de dezembro que iria antecipar sua saída do governo. Desde o começo desta semana, ele tem retirado seus pertences do gabinete no Palácio da Justiça.

A saída ocorre em um momento de protagonismo do tema da segurança pública no Brasil e na América Latina, e em meio ao avanço de organizações criminosas, e a episódios de violência associados a disputas entre facções. Estão vinculados ao Ministério da Justiça: a Polícia Federal (PF); a Polícia Rodoviária Federal (PRF); e a Força Nacional, acionada para atuar nos estados em situações de crise e reforço da segurança pública.

Até a última atualização desta reportagem, o substituto de Lewandowski não tinha sido anunciado pelo governo. Secretário-executivo do MJ, Manoel Almeida, deve ficar como ministro interino.

Lewandowski deixa o Ministério da Justiça sem conseguir aprovar a PEC da Segurança Pública no Congresso. Essa é a principal proposta do governo Lula na área e prevê maior participação da União em ações de combate ao crime organizado. Entre os motivos que levaram Lewandowski a antecipar a sua saída do cargo, segundo apurou a TV Globo, está a retomada das articulações no governo Lula para dividir a pasta que Lewandowski chefia em dois ministérios: um da Justiça e outro da Segurança Pública, como ocorreu no governo Michel Temer.

Perfil
Ricardo Lewandowski já foi presidente do Conselho de Assuntos Jurídicos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Observatório da Democracia da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul. Formado em direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo, iniciou a carreira jurídica em 1990. Em 2006, ingressou no STF, indicado pelo então presidente Lula.

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