Um caso grave tem mobilizado familiares, amigos e toda a comunidade de Rodolfo Fernandes/RN. Francisco Jelson Lima, de 33 anos, professor da rede pública estadual de ensino, pai de duas meninas, uma bebê de 51 dias de vida e outra filha de 8 anos, sofreu um infarto na noite da última quinta-feira (09/04), durante uma partida de futebol. Ele chegou a ter uma parada cardiorrespiratória e só sobreviveu porque um colega que estava no local, profissional do SAMU, iniciou imediatamente os primeiros socorros, conduziu-o até o hospital da cidade, onde foi reanimado.
Ainda na noite da quinta-feira, já entubado pela equipe do SAMU em Rodolfo Fernandes, foi transferido para o Hospital Regional de Pau dos Ferros, onde permaneceu na sala vermelha. Na sexta-feira, foi novamente transferido, desta vez para o Hospital Regional de Assú, onde permanece internado em Unidade de Terapia Intensiva.
O quadro é grave. Ele está sob ventilação mecânica, com diagnóstico de infarto agudo do miocárdio, e precisa com urgência de transferência para uma UTI cardiológica, onde possa realizar o procedimento adequado, como o cateterismo. Além disso, também enfrenta uma infecção pulmonar decorrente de broncoaspiração, o que agrava ainda mais o seu estado de saúde.
Desde o dia 10 de abril, Jelson está inserido no sistema de regulação do Estado (Regula RN), classificado como prioridade máxima. Mesmo assim, a vaga não surgiu até o momento.
Diante da demora, a família buscou a Justiça. Foi ajuizada uma ação com pedido de urgência, e houve decisão favorável. No entanto, a medida judicial determinou apenas a manutenção do paciente na fila de regulação, situação que já existia, sem garantir a transferência efetiva para a unidade especializada.
Nesta quinta-feira, foi protocolado um novo pedido na Justiça, solicitando a reconsideração da decisão, com o objetivo de que sejam efetivamente atendidos os pedidos feitos na ação inicial, como a disponibilização imediata da vaga em UTI cardiológica ou, caso não haja leito na rede pública, o custeio do tratamento na rede privada. O caso segue aguardando análise, enquanto o tempo passa e o quadro clínico se mantém crítico.
Enquanto isso, a mobilização da comunidade tem sido intensa. Moradores de Rodolfo Fernandes têm se unido em correntes de oração, especialmente na Igreja de São José, além de organizarem vaquinhas solidárias, eventos sociais, corridas e vendas de lanches para ajudar nas despesas e apoiar a família.
Apesar de toda a solidariedade, há um limite para o que a comunidade pode fazer. Hoje, o que Jelson precisa é de uma vaga em UTI cardiológica. A cada dia de espera, o risco aumenta. O atraso no tratamento pode comprometer não apenas sua sobrevivência, mas também resultar em sequelas graves e irreversívei
A família e a comunidade fazem um apelo: não há mais o que podemos fazer. É preciso uma resposta urgente do sistema de saúde. A vida de um jovem pai está em risco.