quarta-feira, 22 de agosto de 2018

POLÍTICA | Ciro usa assalto a Bolsonaro como argumento contra liberação de armas: “daria num banho de sangue”

Ciro Gomes, candidato do PDT à presidência da República, fez caminhada de campanha na manhã desta quarta-feira (22), no calçadão de Osasco, no Centro da cidade. Durante coletiva de imprensa, ao ser questionado sobre uma possível ampliação da liberação do porte de armas, uma das principais bandeiras de Jair Bolsonaro (PSL), Ciro usou um assalto sofrido pelo adversário, que é capitão do Exército, em 1995, como argumento contrário à medida.

“O Bolsonaro é um capitão do Exército, foi treinado para mexer com arma e estava andando no Rio de Janeiro com uma Glock, que é uma pistola sofisticadíssima, e foi assaltado. Na hora do assalto, do que adiantou ele estar com a Glock? Ele entregou mais uma arma para os bandidos”, afirmou Ciro Gomes.

“Ora, se um capitão, treinado, vítima do efeito surpresa, do assaltante, entrega a arma para o assaltante, o que não dizer da esmagadora maioria do nosso povo, que não tem dinheiro para comprar arma e, tendo dinheiro, não tem o treinamento que o capitão teve por anos? Portanto, é um grosseiro equívoco achar que você vai estabelecer paz armando as pessoas. É um grosseiro equívoco que só daria num banho de sangue e nós precisamos evitar”, completou o pedetista.

Bolsonaro foi assaltado em 1995 enquanto panfletava na Zona Norte do Rio de Janeiro. Conforme jornais da época, ele declarou que, mesmo armado, se sentiu indefeso.

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