sábado, 12 de julho de 2014

ELEIÇÕES - Candidata ao governo do RN promete reajuste salarial e quer acabar com a PM

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As propostas da candidata do PSTU, Simone Dutra, ao Governo do Estado são as que O Jornal de Hoje apresenta na edição de hoje, seguindo a série de matérias sobre os planos governamentais dos candidatos ao Executivo estadual. E, dentre as propostas apresentadas pela socialista e disponíveis no site DivulgaCand 2014, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), destaque para o aumento geral no salário dos servidores e redução no pagamento dos políticos, mesmo que isso possa significar o desrespeito a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), e o fim da Polícia Militar, com a criação de uma polícia unificada, eleita pelo povo.

“A inflação corrói os salários dos trabalhadores. O aumento dos preços, sobretudo dos alimentos, atinge principalmente os mais pobres. A inflação funciona, na prática, como uma redução salarial por parte dos patrões, uma espécie de confisco de parte dos salários dos trabalhadores através do preço dos produtos. Não é, como afirma o governo e boa parte da imprensa, produto do clima, mas uma forma de aumentar os lucros das empresas. Para enfrentar a inflação, defendemos aumento geral dos salários dos trabalhadores e a redução dos salários dos altos cargos do Estado”, afirma o plano de governo de Simone Dutra.

E não é só. Enquanto aumentará o dos servidores, ela pretende reduzir o dos políticos. “É inaceitável que os políticos ganhem muito mais do que os trabalhadores. Além do aumento geral de salários dos trabalhadores, defendemos que o salário de todos os políticos deve corresponder ao salário médio de um operário especializado (hoje em torno de 4 mil reais). Vamos combater sistematicamente a corrupção e defender a prisão e o confisco dos bens dos corruptos e corruptores”, acrescenta o plano.
No projeto de governo de Simone Dutra, também é afirmado que o governo do PSTU não vai se submeter a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que impede que os gastos com a folha salarial sejam maiores que, aproximadamente, a metade da receita do Estado.

“É preciso acabar com a pobreza, desemprego, com os baixos salários, a precarização e a terceirização da mão de obra. Para defendemos a não submissão à Lei de Responsabilidade Fiscal, que serve apenas para garantir o pagamento às grandes empresas e bancos, enquanto sucateia os serviços públicos e nega todas as reivindicações dos trabalhadores, além da suspensão do pagamento da dívida pública aos grandes bancos nacionais e internacionais. Defendemos também a estatização das empresas terceirizadas que encerrem suas atividades, contratando todos os funcionários pelo Estado”, ressalta.

FIM DA PM
Com relação à segurança, o programa de governo do PSTU afirma que “são os trabalhadores, principalmente os que moram nas periferias, que conhecem os reais problemas da segurança pública. Enquanto a política de segurança de fato é totalmente abandonada, as polícias são altamente equipadas para reprimir as lutas e as manifestações, como vimos agora durante a Copa do Mundo. Defendemos a desmilitarização da Polícia Militar e a conformação de uma polícia unificada, civil, com direito à sindicalização e de greve, controlada pela população organizada, que terá o direito de eleger (com revogabilidade de mandatos) os representantes da corporação. Só assim será possível de fato que a polícia tenha de fato compromisso com a segurança da maioria do povo”.

Além disso, pode ser incluído nesse quesito de segurança pública, o trecho do programa de governo que fala sobre a descriminalização das manifestações. “O país vive uma conjuntura de aumento das lutas e greves. Os governos, a Justiça e a polícia, no entanto, enfrentam essas mobilizações com criminalização e repressão. Em todo o país, milhares de ativistas foram detidos e centenas estão sendo indiciados. Não à criminalização e judicialização das greves e lutas! Lutar não é crime!”, exclama o programa socialista.
portaljh

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