sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

ESTADO - Educação de Natal pode deflagrar greve em até 30 dias, admite Sinte-RN

Os mais de 56 mil alunos que fazem parte da rede pública de ensino de Natal (número revelado pelo próprio Executivo na última quinta-feira, 15, na Câmara Municipal) poderão ficar sem aulas no próximo mês de março caso as reivindicações dos professores municipais não sejam atendidas pela Prefeitura. Quem garantiu esta informação foi José Teixeira, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (Sinte-RN) nesta sexta-feira, 16, em entrevista concedida ao Agora RN.

De acordo com o sindicalista, o fato da educação municipal estar sofrendo com a falta de merenda, aliada a demanda reprimida e ao novo fato dos servidores da área não terem identificado o reajuste do piso salarial no último mês de janeiro – conforme prevê a legislação – têm incentivado os trabalhadores para que eles decretem greve. Ainda segundo ele, a categoria solicitou reuniões com a secretária Justina Iva e o prefeito Carlos Eduardo para discutir a situação, mas até agora não foi atendida por nenhuma das partes.

“Estamos em contato constante com a Secretaria de Educação para tentarmos um diálogo com a secretária, mas ela, a exemplo do prefeito Carlos Eduardo, ainda não nos atendeu e nem nos deu satisfação de nada. Desta forma, nós vamos nos reunir no próximo dia 15 de março, faremos uma assembleia geral e daremos o indicativo de greve. Caso o Executivo não aceite nos receber para corrigir os problemas da educação de Natal, decretaremos a greve em no máximo 72h, ou seja, próximo do dia 18 do mês que vem”, anunciou.

Apesar dos problemas citados pelo sindicalista no contato com a reportagem, o prefeito Carlos Eduardo, no ato da leitura da mensagem anual do Executivo aos vereadores na última quinta-feira, destacou a área da educação como uma das mais favorecidas em sua gestão na capital. Dentre os pontos positivos, citou a abertura de 12 mil novas vagas na rede pública entre os anos de 2013 e 2017, além do reajuste acumulado de 79,43% nos salários dos professores (no mesmo período, o Piso Nacional cresceu 46,7%).

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