segunda-feira, 6 de abril de 2026

ELEIÇÕES - Entre inovação e fiscalização, campanhas enfrentam novo desafio com uso de IA.

As eleições gerais de 2026 devem consolidar um novo capítulo na comunicação política brasileira. Se nas disputas anteriores as redes sociais já ocupavam papel central, neste pleito a inteligência artificial (IA) surge como protagonista — ampliando possibilidades de produção de conteúdo, segmentação de mensagens e análise de dados, mas também elevando o risco de desinformação e exigindo maior atenção às regras da Justiça Eleitoral.

O cenário tem provocado uma reorganização das estratégias de campanha e do próprio ambiente jurídico eleitoral. Ao mesmo tempo em que a tecnologia democratiza ferramentas antes restritas a grandes estruturas políticas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou normas para garantir transparência, equilíbrio e integridade do processo democrático.

Segundo o presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/RN, Fabrício Bruno, a presença massiva da inteligência artificial nas campanhas é inevitável. “As redes sociais são a nova arena política com a digitalização das campanhas eleitorais. É quase impensável, especialmente numa eleição geral como a de 2026, uma campanha sem uso da internet”, afirma.

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