O estopim da crise foram as acusações de irregularidades nas inscrições de atletas de América e Potyguar Seridoense. Em julgamento realizado na última quinta-feira (5), os clubes acabaram punidos com perdas pesadas de pontos — 18 para o América e 15 para o Potyguar —, decisão que embaralhou completamente o cenário esportivo.
O caso, no entanto, ainda está longe de um desfecho. As defesas podem recorrer ao Pleno do TJD-RN e, posteriormente, ao STJD, instâncias que têm poder para manter, reformar ou até anular as punições impostas na primeira decisão.
Dentro da FNF, a leitura é que avançar com a competição sem segurança jurídica pode resultar em um problema ainda maior, como a necessidade de refazer jogos ou alterar novamente a classificação após a fase decisiva já iniciada.
Do outro lado, os demais participantes do Estadual avaliam que a paralisação cria um novo problema: a quebra do planejamento esportivo e financeiro. Para clubes sem calendário nacional, a pausa representa elenco parado, contratos estendidos e despesas extras sem garantia de retorno, o que transforma a crise jurídica também em uma crise econômica dentro do futebol potiguar.
96FM
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