A eleição de 2026 será a primeira deste século sem nenhuma mulher ocupando a posição de candidata a presidente ou vice-presidente nas chapas consideradas competitivas. Desde 2002, todas as disputas pelo Palácio do Planalto tiveram ao menos uma representante feminina entre as principais candidaturas.
O estudo classificou como competitivas as chapas que alcançaram pelo menos 1% dos votos no primeiro turno e eram lideradas por candidatos de partidos com representação no Congresso Nacional.
Atualmente, duas mulheres aparecem em uma chapa com ao menos 1% das intenções de voto em pesquisas como o Datafolha divulgado no fim de julho. Samara Martins disputa a Presidência pela Unidade Popular (UP), tendo Raquel Bricio, também do partido, como candidata a vice. A legenda, contudo, não possui representantes na Câmara dos Deputados nem no Senado e, por isso, não atende ao critério adotado no levantamento.
Havia a expectativa de que outra mulher fosse escolhida para integrar uma das chapas formalizadas para a eleição. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou a avaliar nomes femininos para a vice, em uma tentativa de reduzir sua rejeição entre as eleitoras. Nesta quarta-feira 5, porém, anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como companheiro de candidatura.
A ausência feminina nas principais chapas ocorre em um ano eleitoral marcado por questionamentos à participação das mulheres na política. Entre as manifestações está a do influenciador de direita Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, que colocou em dúvida o direito feminino ao voto. A declaração aconteceu em meio a outras investidas contra esse direito registradas no Brasil e nos Estados Unidos.
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